segunda-feira, 14 de abril de 2008

The beginning is the end

O último homem na terra tem de saber mexer em todos os botões sem se atrapalhar. Isto produz uma grande responsabilidade pois, se a sua missão de propagação da espécie humana através de uma simbiose, que se quer perfeita, entre homem e máquina, for interrompida por um erro de pormenor, o futuro da espécie entra em colapso.
O esperma é hoje impelido para dentro de um recipiente amniótico cuidadosamente programado para exercer as funções de incubadora e produtor de sémen. Neste sistema de impulsos electrónicos é manualmente impelida e ejaculada inteligência para que a máquina saiba o que fazer.
A descoberta dos antibióticos permitiu ao homem pensar numa nova vida eterna e imaculada (sangue, suor e Cristo). A fracção a que um dia se chamou alma foi finalmente materializada. Agora que o espírito é real, o livre-arbítrio é despojado de todo o seu sentido.
Esta novidade permite ao homem viver durante mais anos e com uma dita “maior qualidade de vida”. A dependência nos fungos deu azo a uma metamorfose e ao consequente surgimento de uma nova sub-espécie humana ainda por catalogar. Mais um passo para um ser menos animal.
Sabe-se que a nave explodirá a qualquer momento. Milhares de fragmentos serão projectados pelo Universo fora. Finalmente: a propagação infinita da espécie. Em breve tudo será diferente. Tudo será nosso.
Alegremo-nos donos deste Planeta – a destruição será permanente.

sábado, 12 de abril de 2008

Abre lá a asinha meu irmão que estou farto das tuas penas. Quem te diz isso meu colega? Onde andas tu para não me veres tão ocupado que andas?Quem eu?

Há um bom motivo para todo este título. É que francamente não me imaginava a escrever fosse o que fosse sem antes preparar o leitor para a sua leitura, que, sendo pessoal não passa de uma interpretação do que lhe é dito. Tenho uma proposta. VAMOS TODOS DEIXAR DE LER. Deste modo deixam de nos tentar incutir ideias que não sendo nossas, as tomamos por isso. Já agora, e dentro desta linha de pensamento - cagamos todos nesta corrente de informação que, não sendo energética nem, de todo produtiva, produz uma sociedade inculta e injusta.

Quem eu? Não eu!

É que, mea culpa, a situação continua a agravar-se e toda esta necessidade de querer saber (inverso a conhecer) leva-nos a uma reacção anterior à acção - uma inércia a esta transgressão só nos pode tornar inúteis e amorfos. Será utopia desejar o regresso à investigação/experimentação? Não me parece. Parece-me antes que o difícil é matar a inércia com que nos deparamos no dia-a-dia. A revolta já não está aí. Apenas uma massa de gente anónima, a tentar parecer que possuí o mínimo de interesse, quando na realidade nunca o conseguirá ter pelo simples pressuposto de que mais ninguém quer saber. Quererei eu saber? Não, de todo não. É que já eu sou um produto manufacturado e triturado da minha(?) própria consciência. Terei eu consciência?
Ao corrigir os erros com o meu corrector ortográfico, reparo agora que a vida está muito mais facilitada por este manancial de maquinaria que me cerca e penso "que bom é viver assim".

Ultimamente tenho sido cercado por pensamentos obscuros que, não tendo nada a ver comigo, perturbam-me. É em alturas como estas que me apetece ir até ao outro lado do mundo e navego até à China, Índia, Paquistão, até onde a minha imaginação me levar. É então que penso:"Obrigado Youtube, nunca me esquecerei deste momento!"

Como tudo aquilo que me é imposto fazer eu digo NÃO lavo agora a minha boca com SABÃO.

Obrigado.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Relamação enviada à TV Cabo. (por mail e carta)

Ontem, dia 2, liguei da parte da manhã para o apoio ao cliente a pedir assistência pois tinha a Internet demasiado lenta, ou melhor, quase parada. Ao fazer o telefonema reparei que a linha telefónica também não se encontrava nas melhores condições, pois ouvia-se o assistente aos soluços. À primeira chamada, a assistente pediu para desligar o modem e voltar a ligar para ver se o problema ficava resolvido. O problema não ficou resolvido. À segunda chamada o assistente pediu-me para fazer algumas operações no PC. As operações não deram em nada. Neste ponto o assistente diz que a forma de resolver o problema seria enviar um técnico cá a casa, gratuitamente, sob a condição de o problema ser da responsabilidade da TV cabo, caso contrário teria de pagar a deslocação. PROBLEMA: NÃO sou técnico. NUNCA poderia saber realmente de quem é a responsabilidade. PROBLEMA: A TV cabo (na pessoa do vosso técnico) facilmente poderá dizer que o problema foi provocado por mim quando na realidade não o foi. PROBLEMA: o problema inicial não foi resolvido.
Na impossibilidade de solucionar o problema o operador reencaminhou a chamada para a assistência ao telefone. DÚVIDA: para quê tanta divisão de serviços quando a linha do cabo Internet e telefone é a mesma e nenhum dos dois apoios técnicos consegue resolver o problema? (o operador do serviço técnico pediu que afastasse o mais possível o modem de outros aparelhos que pudessem provocar interferências, registou a ocorrência e disse que voltariam a ligar-me no prazo de 48 horas).

Na parte da tarde de ontem, quando voltei a ligar o PC o problema PARECEU-ME resolvido.

Hoje, dia 3, por volta das 18.30 o problema estava de volta. Desta vez O PROBLEMA TRANSFORMA-SE NUMA CONFUSÃO. Ligo para o Apoio Técnico à Net e atende o Apoio Técnico à televisão. O operador por sua vez diz que vai reencaminhar a chamada e deixa-me pendurado quase dez minutos. Findos os quais o telefone dá sinal impedido e a chamada cai. HÁ COISAS FANTÁSTICAS NÃO HÁ? Pois há. Coisas tão fantásticas como eu ligar novamente para o Apoio Técnico à Internet e atenderem outra vez do apoio à televisão, terem a lata de dizer que compreendem a situação, que vão reencaminhar a chamada o mais depressa possível eu ficar à espera quase outros 10 minutos e no fim desse tempo a chamada cair novamente! PROBLEMA: têm pouco pessoal. SOLUÇÃO: contratem mais. PROBLEMA: o vosso serviço é uma confusão? SOLUÇÃO: organizem-se. PROBLEMA: o meu problema continua por resolver. SOLUÇÃO: resolvam-no meus senhores que é para isso que os clientes como eu pagam as mensalidades.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Olivier revisited

Sempre quis saber como seria esborrachar o dedo do pé e desse acto (com c que eu cá não acredito em acordos linguísticos pseudo-fascistas onde tentam fazer com que eu escreva como os outros querem e não como eu acho correcto) quais as consequências possíveis:
a) molho branco como numa barata;
b) sangue vermelho vivo arterial;
c) sangue roxo venoso;
d) molho coctail.

n.b. - neste último caso seria interessante ter uma batatita por perto. É que acompanha sempre muito bem.

p.s.: amo-te dedo. Do fundo do meu coração.