segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Resignação?

Serão os filhos sempre iguais aos pais ou haverá forma de romper com a tradição? Teremos mesmo de repetir este cansaço que se apoderou de nós ou haverá ainda a capacidade de inovar? Estou sonolento. Foi de dormir muitas horas. Demasiadas. E de repetir mais um dia igual a tantos outros. Os meus braços ficaram moles de não se mexerem e do meu músculo inutilizado cai um punho aberto. A mão não é funcional. O braço é só um apendice estético. Pergunta a filha à mãe: é no qual? onde é que hei-de votar? E mostra-lhe o voto. A mãe abre a boca e sorri. Orgulhosa, repara como a sua filha é tão adulta. Já pode votar. A escolha é uma coisa secundária. A filha é sua. A opção também.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009


Grita até que te arranquem a pele.

Mordeatéficaressemdentes.Respiraoarporqueomerecesnãoéporquetoderamelenãoédeninguém,lembra-tedeserescomoéssemqueninguémteroubeaalma.Àsvezesnãoteirritaspelasmaispequenascoisas?Esqueceessemododevida,elenãoéparati.Crescecomoseevoluísses.Sem medo do que possa parecer. Vergonhaésercomotodososoutros, eles não são como tu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Os novos meninos e meninas só podem ser tocados depois de esterilizados todos os sinais do Mundo exterior. Mordam as mãos que vos tocam.

Dos dentes que te trincam gritaatéquetearranquemapele, o músculo cairá devido às sarnas que não te deixaram ter em criança. O primeiro aviso é falso. O segundo é a desinfecção generalizada da população. Não mais permitirão que te cresçam bactérias no teu quintal. Não mais te deixarão ouvir, as bolas a bater nas raquetes de praia tudo abafarão. O aviso final é próximo. Ninguém mais poderá nascer.