domingo, 24 de janeiro de 2010
A minha terra.
o vento orvalhado da manhã revigora. Imagino-me à roda de água, pingado como eu só. Passageiro dos dias e dias a correr. Parar e relaxar. Aí, atingir aquilo que de fora nos faz transparecer por dentro e imaginar beleza a correr. Longínqua memória matinal. Em volta, os peixes iluminados pelo brilho das velas incessantes. O paraíso aqui fora e preso dentro de mim. A revolta faz a sua espera. A paisagem é um raio de sol pelo mar revolto que lança as suas crinas de cristal. Arrebatando o corpo. dentro.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
A minha terra. (1)
A minha pele é fresca com toda a chuva que recebe. O ar irradia limpeza porém minha pele está estragada de tanto calor. O grande problema é que a gente esquece-se dela própria, já nem se lembra do tempo. As minhas raízes estão bem plantadas na terra e é dela que floresço. Pelas minhas lianas penduram-se os Tarzans interpretados por brancos, reis dos negros. As portas da minha casa rangem todas as noites e é por isso que eu não tenho medo. Nada de mal aqui acontece.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
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