sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Uma pessoa percebe imenso de hierarquias pelos animais, aprende-se imenso com os animais.

                Nunca segui qualquer regra da aldeia,  
nem qualquer outra regra imposta. 

Nunca tive cara de menina, 
mas diziam que sim. 

Cavalguei por XXXX XX XXXXXXX como nenhum outro, patinei na personalidade como um jogo que nos é imposto porque queremos ser livres, mas vamos lá a ver… há formas de te sentir livre que te podem prender.  

Nos tempos de hoje, diriam que tenho cara de Principezinho,                 
                                                                                                                                                       antigamente 
                                                                                                                                 diziam 
coisas
                                                                                             por 
                                                                        dizer. 
Aprende-se com os animais porque na forma como estes se relacionam, as hierarquias são patamares para outros níveis de consciência. Os elefantes têm a matriarca que transmite os conhecimentos, as hienas têm a rainha que orienta a caça e dá à luz, também a galinha tem estes valores que existem na natureza, somos todos seres                         so 
     bre 
                                                                                                    vi 
     ven 
     tes. 
Quando as pessoas diziam as coisas só por dizer, eu não me dava com as pessoas. Havia toda uma diversidade de animais, cabras com borregos a mamar, cadelas criadas por gatos, porcas prenhas que se multiplicavam por cinco, varrascos que eram os porcos machos e a porca criadeira chama-se uma marrã. Havia até uma mula muito grande que eu cavalgava como se fosse um cavalo. Era mesmo grande. De noite não se assustava, mas de dia era muito assustadiça. Uma vez mandou-me a mim, à minha mãe e à minha avô pela carroça abaixo, outra vez fugiu e só parou quando ficou cansada. A mula não tem hierarquia, coitada… 
Quando voltei a dar-me com as pessoas, voltei a ser eu, mas tive conflitos com minha mãe. Dava-me com pessoas drogadas, prostitutas e assumia tudo. Tive conflitos com minha mãe que aceitou quando lhe disse que o seu mal era falta de homem. Saiu-me o tiro pela culatra… Arranjou um homem com quem andei à porrada! Bateu-me no gato que comia os ninhos de ratos. Bateu-lhe porque tinha comido o bacalhau do almoço. Bateu-lhe à hora do jantar. Lembrava-se lá o gato aquela hora que tinha comido o bacalhau do meio-dia. Disse-lhe que não admitia que fizesse aquilo ao bicho e atirou-me um copo de vinho à cara. Peguei no homem e atirei-o contra a parede. 
Nunca segui qualquer regra da aldeia,  
nem qualquer outra regra imposta. 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Suara má coisa no bar a gabar o sujeito que passava.

Ri por ter vontade,
lá no amago do coração diz
não a esses mitos que nos reprimem.
O que temos de bom?

Há em você um medo que mete dó.
Um dom…

tinham um dom fenomenal
um bem espectacular
bons reflexos.

Baixa a guarda da racionalidade.
Baixem o balde que carregam,
balda-te a isso
fica o que for que tem de ficar.

Vês o foro do teu dono
pelos figos que te tira.

Foge pela foz.
Paz
Peço.

Pisas o chão que cola pelo álcool com que esqueces,
  
fica nú quando liberto.

sábado, 18 de novembro de 2017

Video vigilância

Com esta lente te foco
porque acresces-me o valor
com que te conheço.
amo a venda do teu corpo,
entrego-te à sabedoria corporativa
do dinheiro.
Enriqueço com as coisas que gostas…
vendo-te e
enches-me o porco mealheiro.

Com este olho te espreito.
Sôfrego de prazer
adoro a forma como te comportas
entre os outros
vultos são indivíduos,
individuos têm hábitos, há que os por a render.

Concentro-me
em
teu valor acrescentado, 
e gozo por te…
conhecer.

 Adoro o teu corpo.
Entrego-o à sabedoria  capitalista do dinheiro,
amo as empresas às quais te dou,
enriqueço com as coisas
que
tu…
gostas.

Vendo-te e
enches-me o porco mealheiro.

(havendo costuras rebentava/
Como não estilhaça-se no soalho/
moedas contra a parede/ barro no chão.)

Lambo sôfrego o dinheiro…

Vigio-te,
Protejo-te das maldades dos outros homens,
salvo-te das garras de quem te quer mal, muito mal e que te magoe..

Não te preocupes minha filha,
Anda pela rua sem te preocupares,
evita nódoas negras e preocupações…

a videovigilância começou, já nada te poderá roubar.

domingo, 1 de outubro de 2017

"Winston pegou no copo com certa avidez. O vinho era...

coisa que de que já lera várias descrições e com que muitas vezes sonhara. Tal como o pesa-papéis em vidro ou as lengalengas meio esquecidas do Sr. Charrington, o vinho pertencia ao passado romântico desaparecido, aos tempos de antanho, como gostava de lhes chamar em secretos pensamentos. Sem saber porquê, sempre pensara que o vinho tinha um sabor extremamente doce, como a compota de amora, e efeito imediatamente inebriante. Mas afinal, ao engolir o conteúdo do copo, ficou francamente desapontado. Na verdade, ao fim de tantos anos a beber gin, mal conseguia sentir o paladar do vinho. Pousou o copo vazio."

George Orwell, Mil novecentos e oitenta e quatro

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Zero fiz

Gel, Quês e porros. Pisga
gelada a Paz no Verão.
Baú de noz!
Bem usa a dor a
missa no olho, medo…
Missas nos olhos, medos em
Seia!
Pena o tal som que vê hoje dois que rezam com dor e cio e
roda a Sul a tez
na cama e
fixa o Sol que
caiu e fez
a janta: cal e pós.
Bufai e ri!
A fé da
fêmea
foi
a peida da tia…
Ri, ricaço nú!
Crei no bibe, cú!
Tu! Tuba de lã que tem…
… tem a tia…
…tias! que as duas na tuna a dar o braço, que belo!
Somem Som e Sol!
Vou na vaia e nas vaias vens…
Avisem… avisemos…
mapeais gomos…
pilares…