sábado, 30 de agosto de 2008

Árvores

Há uma grande floresta existencial de dúvidas que tem de ser atravessada. Para tal propósito, passa a meio a água corta rochas que não se percebem se pedra ou nenúfar. Só se sabe ao serem pisadas que existe o perigo destas se transformarem em crocodilo. Quem gosta de adrenalina tenta a façanha. A morte não os preocupa. Ondas em lagos teimam em não chegar. Outros, plácidos a observar a travessia. Nunca mais o som forma gelo no Inverno. É o mesmo rachar sólido da Natureza gela. Transeuntes sombras entre o ramalhar do arvoredo. Mais novas as folhas que  entre si roçaram dão lugar a outras  e por aí Primavera que o Alfredo sempre gostou da chuva mas por mais que não chova a água teima em permanecer. O lodo é agora salvação. O nosso Pé  começa ante pé a correr. A paisagem de ossos répteis secos permite uma passagem. A família de Alfredo já se salvou menos um cansado de tanto andar. Deixou-se permanecer na moldura. Ao longe devem já as estrelas estar quando quase um caleidoscópio a chegar pago a menos de um euro por minuto transmuta em nós as cores onde pelo menos nessas tonalidades somos todos Alfredo e companhia.  Celofane entre as gentes mais abastadas que compram  para ver o que querem. Os menos afortunados contentam-se com papel vegetal engordurado. Rasgam o que se aproveita e tapam o óculo da máquina maldita numa tentativa desesperada de ver outra realidade. Nisto, todo o objetivo é o mesmo. Garantir a subsistência. Por vezes não. Aí, garanhões encorpados cavalgam a pradaria até se afogarem na pressa de qualquer coisa que não sabem bem o quê. É o instinto a chamar. As memórias ficam presas ao fundo do cérebro e não servem para nada. Agem conforme o tempo. Ontem não choveu. O sol continua forte e o gelo não quebra, dilui-se e ninguém repara nem se lembra que ele alguma vez existiu. Gosto mais de estar nas esplanadas a ver o tempo passar. Sempre se bebe umas cervejas de litro. Baratas até se dizer não, não tenho mais dinheiro. É ir para casa e por lá ficar. No supermercado são mais baratas. Noutra imagem surge campo o fundo da luz janela prédio parede fica estampa lá o carro montra prejuízo garagem de porta verde basta um clique no comando e abre-se a porta estaciona-se lá dentro o automóvel. Será que ele chora quando as luzes se apagam e fica fechado no escuro? Espero que não. Não saberia chorar com ele. Não sei chorar com ninguém. Não fiquem tristes por isso mas acima de tudo não chorem. Já sabem que não sei reagir a isso. Beijem-se antes. Digam que se amam mesmo quando não. Aí é mais fácil. O contacto existe mas o sentimento não. Sempre é essencial parecer bem. Mais composto que toda a gente. Por vezes até o centro da atenção. Mas não todas as vezes. Só o suficiente para agradar. Obrigado. Gosto muito de estar consigo. Tenho até a impressão que nunca ninguém me fez sentir assim tão à vontade para esclarecer todas estas perguntas. Tem alguma outra questão a perguntar? Bem que me parecia. Aqui estou eu para lhe responder. Por vezes até iluminar. É que é mesmo fácil. Diria até barato. Lâmpadas regulares por baixo custo. Baixíssimo até. Quem? Você? Não! Diria mesmo que tem quase a minha altura. Um pouco mais baixa. Dá para se movimentar. Qualquer coisa é só pedir ajuda. Abra bem a boca e o resto já sabe. Alguém já lhe deve ter ensinado. Se não olhe, agora é tarde. Só não a deixe espreitar. Os seus braços são muitos e não se sabe por onde andaram. Talvez até mesmo ela tenha televisão. E outros objectos de valor incalculável. Pode ser até que ela se sente no chão e por aí ocupe todo o seu tempo. De resto é sorte tocar-lhe. Sentir seus músculos de leve e gostar, como quem gosta de si mesmo. E por aí ficar, lento, parado. Portas com trinco forte. Moldes em ladrilho. Escarradas no preposicional aquático. A saliva novamente. Desta vez portadora de doenças. Sangue. A peste mobilizadora. O anjo da sífilis vermelha. Brutal. Pronto para os destroços. E no meio desta toda beleza não mais que moscas a sobrevoar o espaço. Quero um desejo de ti vontade. Mundo. Mundos. Vários. Estilhaçados. Poluídos. Mais. Quero mais. Quero mais de ti. Silêncio. Quero um grito. Um filho. Moreno e pequeno. Pronto a desafiar o pai. Que desse conflito as forças fujam e alguém seja amputado. Os ossos comem-se ao pequeno almoço. Quando a carne escasseia o vento... corta. Não quero mais disto. Amanhã regresso. Grande e glamoroso. Como uma pena suja de veneno que toca na língua inerte que se deixa dormir. Saudades penduradas por fios finos e invisíveis. Que tudo o que come alimenta-se de terra. As energias do Ocidente desabam no Oriente e uma brisa quente e dengosa corre por entre nós. Haja vontade de crescer aos saltos e aos trambolhões. Descalço. Nú. Por entre o lodo e o pó. Crescer.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Enquanto ando pelas ruas vou pensando por ti.

Canção do multibanco: "poderás não carregar o teu telemóvel dentro de 5 minutos". Isso é muito tempo para quem não tem tempo a perder. Os jogos olímpicos vendem à Jamaica um quarto de hotel para três funcionários que fogem do concurso por terem menos de 20% da população em risco de desaparecer num conflito que pode durar semanas após o início do confronto. Para tudo isso a França de pernas abertas serve a sua opinião de prato quase quente e caro onde se considera que nos deve vender por dois tostões que, inclusivamente em moeda antiga, se encontra em desvalorização. Francisco Louçã revela que esta situação mantém-se desde que Manuela Ferreira Leite é já quase considerada opositora do Governo . O PCP afirma que a revolução é já agora. Os outros não se ouvem pois não têm voz. Quem se passeia agora neste nosso estendal? O milho é rei enquanto fica maçaroca. Nunca se ouviu um disparate como esse que dizes "cozer pipocas ao desbarato e uns mil euros em cima da mesa à espera de se perderem. Ainda bem que há bolsos altos na penúria." Fazias melhor se os fosses coser antes que te caiam as chaves de casa e fiques a dormir na rua. Hoje é bom dia, ainda está bom tempo. Que bom pra ti. Pra mim também.

domingo, 24 de agosto de 2008

Agosto

A 52ª aventura será numa galáxia interstelar. Qualquer pura semelhança será parecida com a realidade. Qualquer dúvida que tenha é só experimentar. Que há quem tenha dúvidas mas da sua boca selar segredo enquanto pinto as mãos de castanho. Aí, numa pequena nave de tamanho macroscópio será difícil de detectar. Enquanto um sonho tenha será só falar. Ele acontece, e aí apaixonamo-nos todos pelos nossos namorados e enquanto isso durar será lindo para todo o sempre. Assim será. Palavra de Pombo. Piu. Assim falou será dito em vosso nome bem alto que a alegria é estar aqui despido a usar a minha speedo cor de rosa. Que mundo santo sexy este é. Abençoai meu cabelo. Ele por ti mata. Desde o inicio da humanidade que o homem procura a descoberta de si mesmo. Mas se sobre si nada sabe que descoberta fará? A grande façanha é o ultimato a si mesmo que terá de fazer. a descoberta que já fez nesta grandiosa busca é o falo imaginário entre palhaços de cera que buscam a sua própria expressão num sorriso de eloquência que se despedaça ante si mesmo. que busca da perfeição é esta? entre o frio que se arregaça erecção, atiram-se pedras que nada mais serão que calhaus em riste. qual é o mal que te fiz caralho?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Amar

Para saborear o Verão amar com todos os dentes que se tenha até arrancar um bocadinho de carne que é tão boa e tão barata que por mais gordo e estúpido que se fique nunca ficas sem dinheiro que é uma coisa que toda a gente gosta e não se diz que não até porque há quem diga que isso se pode considerar falta de educação que está agora tão na ordem no dia que já se deixou de falar. Tudo isso porque está um calor do caraças, mas, olha, hoje já baixou a temperatura.